Chen Deming afirmou: Comércio externo da China para os $2,6 triliões em 2008
2008-12-24 02:34  Gab.Conselheiro Económico e Comercial da Embaixada da China


O Ministro do Comércio Chen Deming afirmou na Terça-feira que espera que o comércio externo da China cresça no seu todo cerca de 18 por cento para $2,6 triliões em 2008, apesar da desaceleração da procura externa no segundo semestre.
Ele também estimou que os investimentos estrangeiros tenham ultrapassado os $90 mil milhões, um aumento de cerca de 20 por cento.
A China tem sido martelada pela crise financeira mundial, responsável pelos cortes nas exportações e investimentos estrangeiros, tendo a economia mundial entrado em recessão.
A economia cresceu 9 por cento no terceiro trimestre, o ritmo mais lento em cinco anos. A crise global minou a procura de bens chineses e a produção industrial nacional diminuiu em resposta à fraca procura e aos crescentes custos das matérias-primas.
O investimento directo estrangeiro foi de $86,4 mil milhões nos primeiros 11 meses, mais 26,3 por cento em relação ao ano anterior. O aumento foi abaixo da média de 35 por cento dos primeiros 10 meses.
A utilização efectiva do investimento estrangeiro deslizou 36,5 por cento em relação ao ano anterior para $5,32 mil milhões em Novembro.
Cai Qiusheng, um funcionário da Administração Estatal de Câmbio, foi referido pelo Shanghai Securities News de Terça-feira como tendo dito que as reservas cambiais estavam abaixo do seu pico de $1,9 triliões do final de Setembro.
De Janeiro a Novembro, o comércio exterior foi de $2,38 triliões, transpondo para 20.9 por cento a diferença relativamente ao ano anterior. No entanto, em Novembro o total comercializado ficou em $189,89 mil milhões, menos 9 por cento em relação ao ano anterior.
Chen referiu na Terça-feira numa conferência nacional sobre o comércio que o ministério iria tomar medidas para manter estável o crescimento das exportações no próximo ano.
As medidas incluirão expandir financeira e fiscalmente as exportações, com mais apoio ao crédito aos exportadores, fazer mais esforços para explorar os mercados emergentes na região sul e central da Ásia, no Médio Oriente, na América do Sul e na Europa Oriental e, ao mesmo tempo, consolidar a posição da China nos mercados tradicionais.
O ministério irá também diligenciar no sentido de melhorar a estrutura dos produtos de exportação no próximo ano, promovendo os produtos de marca nacionais, a grande maquinaria e equipamentos e os seus produtos agrícolas. E irá ainda dar ênfase aos produtos de mão-de-obra intensiva e apoiar as pequenas empresas de inovação tecnológica.
O ministério comprometeu-se a impulsionar o comércio de serviços, incluindo o de software, cultura e medicina tradicional chinesa e jurou expandir as importações, especialmente as de equipamentos com tecnologias modernas, bem como, as dos componentes, através das suas políticas, nas quais se incluem os cortes tarifários.


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