China corta taxa de juros de referência em 27 pontos base
2008-12-23 19:34  Gab.Conselheiro Económico e Comercial da Embaixada da China

A China anunciou na Segunda-feira que a taxa de juros de referência será reduzida em 27 pontos base, juntamente com o rácio de reservas obrigatórias, que será deixado por meio ponto percentual para estimular o crescimento económico.

As reduções nas taxas de juros entrarão em vigor a partir de 23 de Dezembro. Após o ajuste, a taxa de empréstimo de um ano será de 5,31 por cento, enquanto que a taxa de depósito de um ano será de 2,25 por cento. As reservas obrigatórias, que se referem à proporção de dinheiro dos bancos comerciais que devem ser mantidas em reserva, serão de 13,5 por cento para os grandes bancos.

É a quinta vez que a China corta as suas taxas de juros desde Setembro. Em Novembro, o banco central cortou a taxa de juros em 108 pontos-base, o maior corte em 11 anos.

Dong Xian'an, um analista macroeconómico da China Southwest Securities, disse que a a taxa de juros combinada e o corte no rácio das reservas obrigatórias será mais efectivo no apoio à estabilização da procura interna.

Em Novembro, as exportações da China caíram 2,2 por cento face ao mesmo mês do ano anterior, enquanto que o crescimento anual da produção industrial abrandou de 8,2 por cento em Outubro para 5,4 por cento. O crescimento do seu PIB desacelerou para 9 por cento no terceiro trimestre deste ano, o quinto trimestre a registar uma queda. Muitos economistas prevêem que o crescimento anual do PIB no quarto trimestre possa ser inferior a 8 por cento.

Em Novembro, a China disponibilizou uma verba de $ 586 mil milhões do seu plano de estimulação económica e este mês a Conferência Central Central do Trabalho Económico prometeu tomar novas medidas para estabilizar a economia.

O Banco Mundial prevê que o crescimento do PIB da China possa ser tão baixo quanto 7,5 por cento no próximo ano. Muitos economistas esperam que ele se situe em torno dos 8 por cento, dependendo do efeito das políticas de estimulação do governo.


Print