| A Mattel pediu desculpas à China por ter danificado a reputação do país |
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| 2007-09-24 22:30 Gabinete do Conselheiro Económico e Comercial da Embaixada da República Popular da China em Portugal |
Mattel apresenta pedido de desculpas à China, prometendo responsabilizar-se pela retirada dos brinquedos com defeito
BEIJING, 21 Setembro -- Thomas Debrowski, vice-presidente executivo de operações globais da Mattel desculpou-se pessoalmente na sexta-feira a um funcionário governamental da China pela retirada maciça de brinquedos fabricados na China devido a falhas do projecto.
"A Mattel assume total responsabilidade pela retirada dos brinquedos do mercado e eu gostaria de pedir desculpa pessoalmente, ao povo chinês e a todos os consumidores que receberam brinquedos defeituosos", disse durante um encontro Debrowski a Li Changjiang, representante da Administração Geral para a Supervisão, Inspecção e Quarentena (AQSIC).
Debrowski admitiu que a causa principal para a retirada da maioria dos brinquedos foram devido a falhas de design da Mattel e não a erros por parte dos produtores chineses.
Só este Verão a Mattel já retirou produtos do mercado por três vezes, incluindo acessórios da boneca Barbie e unidades da Fisher-Price devido aos elevados níveis de chumbo na pintura dos produtos e pequenas peças magnéticas que corriam o risco de poderem ser ingeridas.
De acordo com o comunicado de imprensa da Mattel, 17,4 milhões de brinquedos foram recolhidos devido a pequenas peças magnéticas e 2,2 milhões devido a níveis proíbidos de chumbo.
As peças magnéticas foram recolhidas devido a questões relacionadas com o design o que não tem nada a ver com o facto de terem ou não sido produzidas na China, referia o comunicado de imprensa.
"A Mattel não quer que os fabricantes chineses sejam responsabilizados pela retirada de brinquedos magnéticos devido a problemas de design," acrescentou.
Admitiu também que as recolhas relacionadas com níveis de chumbo foram "excessivamente vastas" dado que a empresa "se empenhou em aplicar os padrões mais elevados de segurança nos seus produtos".
"As inspecções que se seguiram confirmaram que parte dos briquedos retirados do mercado estavam de acordo com os padrões dos EUA".
Esses mesmos padrões elevados foram aplicados na retirada de brinquedos da UE e em outros países apesar do facto de alguns desses produtos satisfazerem os padrões de segurança locais, disse.
Remetendo-se à conversa com Thomas Debrowski, Li Changjiang disse em briefing à impensa que apreciou a análise "imparcial" de Debrowski e que as suas "explicações tinham sido responsáveis e honestas".
Disse ainda que as conclusões da Mattel eram coerentes com os resultados das investigações levadas a cabo pela parte chinesa, que revelaram que 87 por cento dos 21 milhões dos brinquedos retirados tinham falhas de design enquanto que os restantes 13 por cento estavam relacionados com os níveis de chumbo excessivos.
"Expandir a recolha sem divulgar a proporção exacta dos brinquedos retirados entre todas as suas importações não é apropriado. Nós esperamos que a empresa dos EUA saiba lidar com situações similares de futuro de uma melhor forma ", disse.
A China é o maior fabricante de brinquedos do mundo, tendo exportado no ano passado 22 biliões de brinquedos, aproximadamente 60 por cento do total de todo o mundo.
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