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A China será um dos principais alvos do proteccionismo comercial
2009-08-05 23:59  Gabinete do Conselheiro Económico e Comercial da Embaixada da China em Portugal

Na quinta-feira, dia 30 de Julho, o Ministério do Comércio da China (Mofcom) afirmou que a China será um dos principais alvos do proteccionismo comercial, em particular dos Estados Unidos da América e da Índia, uma vez que as nações estão a tentar recuperar da crise financeira mundial.
A actual crise tem originado o sugirmento de muitos casos de proteccionismo comercial.
Segundo Zhou Xiaoyan, Subdirectora-Geral do Departamento do Comércio Justo de Importação e Exportação da China, os Estados Unidos da América estão a usar indevidamente as medidas comerciais proteccionistas para ajudar as suas próprias indústrias a enfrentar o abrandamento económico. A perda para as empresas chinesas é enorme.
Como consequência, a China irá deparar-se futuramente com muitos casos de anti-dumping, anti-subvenções e protecção especial que actualmente, divulgaram fontes oficiais.
Desde do passado mês de Setembro até Junho deste ano, os principais membros da Organização do Comércio Mundial, os Estados Unidos da América e as Nações Europeias, puseram em prática 77 casos no valor de $9.8 bilhões contra a China, aumentando assim o número para 112% em relação ao ano anterior.
De acordo com Zhou, a China irá continuar a ser alvo do proteccionismo comercial durante algum tempo devido à competitividade dos produtos chineses, à mão-de-obra barata, aos fundos suficientes e à tecnologia de alta qualidade.
Na China, a entidade responsável pelo tratamento dos casos de proteccionismo comercial é a Departamento do Comércio Justo que pertence ao MOFCOM.
Porém, os casos focalizados no meio ambiente será outro tema importante que os Estados Unidos da América poderão propor para proteger as suas próprias indústrias e prejudicar o desenvolvimento das nações, concretamente, uma medida sobre a tarifa de carbono.
Presentemente, a China tem estado especialmente direcionada para as medidas comerciais proteccionistas relacionadas com a mão – de - obra.
Tanto os EUA como a Índia têm sido os países mais vigorosos a favor do proteccionismo, segundo fontes oficiais. Em Abril, por exemplo, os Estados Unidos da América realizaram uma investigação de anti-dumping e anti-subvenção de tubos de poço de óleo e de aço no valor de $3.2 bilhões, uma das maiores contra a China. Ainda no mesmo mês o referido país iniciou outro processo contra os fabricantes chineses de pneus avaliado em cerca $2.2 bilhões, também um dos maiores contra a China. Se este caso dos pneus for aprovado pelo Presidente Barack Obama no Outono, poderá estimular uma sequência de casos pelas outras nações.
Wang Rongjun, um professor do Instituto de Estudos Americanos da Academia Chinesa das Ciências Sociais, declarou que os Estados Unidos da América têm sido um líder no lançamento de medidas contra a China.
O professor afirmou ainda que os Estados Unidos da América aguardam transferir parte do seu abrandamento económico para a China, porque acreditam ser o país mais rápido a recuperar da crise.
Não só a China mas também os Estados Unidos da América são reciprocamente o segundo maior parceiro comercial. Desde do final do ano de 2008, ambas as nações têm enfatizado a controvérsia sobre o protecionismo comercial, incluindo o Diálogo Estratégico e Económico China- EU realizado esta semana em Washington.
Por outro lado a Índia desde de Setembro último até Junho, possuí muitos processos pendentes contra a China, o que, representa cerca de 40 % no total. Os referidos processos abrange uma ampla gama de produtos, nomeadamente, os têxteis, o aço e os produtos químicos.
Zhou explicou que enquanto as nações emergentes estiverem a intervir contra a China, esta tendência irá continuar.
Apesar da queda nas exportações, a China ainda mantém a maior quota de produtos intensivos de mão-de-obra nos mercados Norte Americanos e Europeus, tornando – se assim uma ameaça para as empresas indianas, por isso, Fu Donghui, director da empresa the Beijing Allbright Law Firm, que trata de processos de anti-dumping e anti-subvenção, mencionou que a Índia não vai facilitar nesses processos comparando com os Estados Unidos da América.
Os Indianos procuram qualquer oportunidade para desafiar os chineses, por exemplo, basta uma chamada de uma empresa indiana para o governo da Índia iniciar um inquérito mesmo sem investigar.
Nesse sentido, os Planos do Mofcom concentram-se em casos que envolvem os Estados Unidos da América e a Índia. Zhou referiu que a China espera descobrir as razões desse crescimento e aprender a evitá-los no futuro.
Durante anos o Governo Chinês evitou recorrer à Organização Mundial do Comércio para ajudar nas medidas do proteccionismo comercial, todavia do ponto de vista de Fu, o governo chinês deveria ter apelado à Organização Mundial do Comércio para impedir as nações estrangeiras de usar inconvenientemente os seus direitos.
No entanto, Zhou anunciou que a China irá agora utilizar os direitos da Organização Mundial do Comércio para impedir as congéneres estrangeiras de prejudicar as empresas chinesas, contudo será prudente.

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